Cálice amargo
No cálice
amargo do tempo,
a bebida derramada amargamente desliza...
Poesia líquida que escorre entre os lábios,
afogando... afagando memórias na brisa.
Garganta abaixo, um eco profundo,
cada gota, um suspiro perdido,
sabor de amores e dores,
mistérios que nunca foram ditos.
Dizeres não
ditos... pra sempre malditos.
Entornada a vida em haustos,
entre risos e prantos se envolve,
no reencontro com o passado,
o presente, um breve alvoroço exausto.
E, assim, a dança do instante,
na taça da existência,
saboreamos o inebriante,
o efêmero da experiência.
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