Náufrago
Na vastidão do mar, um náufrago emaranha-se
nas fortes ondas...
Barquinho em mil pedaços rompido, trêmulo, jogado pra lá e pra cá ao sabor das
salgadas ondas... deixando ao vento um descaminho traçar.
Coração angustiado, ao longe, adensa-se um
porto seguro.
Estará o náufrago seguro?
Emerge esperançoso,
Um sopro de ar... um lugar pra descansar.
Quase despojado de vida, carrega seu tormento.
Sua vida eterna tortura e aflição...
Onde estará a paz para seu sofrido
coração?
As ondas sussurram segredos perdidos...
Favoritas memórias em papel amarelado.
Entre as brumas da dor, sonhos esquecidos,
fantasmas da costa, pra ele, não serão negados?
O horizonte chama com sua luz distante... esperança oscila por apenas um
instante...
Pés descalços na areia, maré que se vai...
No peito, a esperança já não é um canto errante,
É um eco de vida, onde o naufrágo não mais cai.
Assim, no silêncio, ele dança com a sombra,
Entre o que foi e o que ainda se assombra.
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