quarta-feira, 1 de outubro de 2025

 

Náufrago

 

Na vastidão do mar, um náufrago emaranha-se nas fortes ondas...
Barquinho em mil pedaços rompido, trêmulo, jogado pra lá e pra cá ao sabor das salgadas ondas... deixando ao vento um descaminho traçar.

Coração angustiado, ao longe, adensa-se um porto seguro.

Estará o náufrago seguro?

 

Emerge esperançoso,

Um sopro de ar... um lugar pra descansar.
Quase despojado de vida, carrega seu tormento.

Sua vida eterna tortura e aflição...

Onde estará a paz para seu sofrido coração?

As ondas sussurram segredos perdidos...
Favoritas memórias em papel amarelado.
Entre as brumas da dor, sonhos esquecidos,
fantasmas da costa, pra ele, não serão negados?

O horizonte chama com sua luz distante... esperança oscila por apenas um instante...

Pés descalços na areia, maré que se vai...
No peito, a esperança já não é um canto errante,
É um eco de vida, onde o naufrágo não mais cai.

Assim, no silêncio, ele dança com a sombra,
Entre o que foi e o que ainda se assombra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário