Vasto deserto
No vasto deserto árido,
onde o sol é um tormento,
cada grão de areia é tortura,
uma dança silenciosa do vento.
As palmas abertas ao céu,
clamam por água e por sombra,
mas a esperança se despedaça,
como miragens que também rondam jogadas ao léu.
Caminhando em direção oposta,
perdi-me entre dunas e sombras,
cada passo um eco de dor,
nesta terra que o sonho decompõe sem nenhum pudor.
Oh, deserto cruel e sedento,
tu que aprisionas minha alma,
em busca de um oásis perdido,
tua aridez é meu único canto,
um lamento de vida, uma calma.
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