Amores
passageiros
Nos amores passageiros, nos equilibramos sob muros de solidão,
como pontes que se erguem no ar, entre corações vãs em vão.
Rios caudalosos de sentimentos, desaguando sem direção...
Navegamos contra a corrente, buscando nosso próprio sentido e direção
Em cada toque efêmero, uma memória a brotar, imensamente improfundo é o que há
para deixar.
Espectros de promessas, flutuando no ar...
entre risos e lágrimas, a vida a nos utilizar.
Mas o eco do passado não se apaga tão fácil...
Os muros que erguemos, ainda guardam um grácil desenho de esperanças, que o
tempo não levou,
Amor que foi rio, agora no mar do esquecimento desaguou...
E seguimos adiante...
Entre muros e pontes...
Na esperança de novos amores,
sempre à espera de fontes.
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