Purificada
Águas abrumadas invadem minha alma.
Águas... miragens eternamente inconstantes...
Dores que se renovam de instante a instante.
Águas enevoadas...
Abrasam atrozes dentro de mim.
Incendeiam cruéis o meu coração, destituídas são de qualquer ternura...
de qualquer boa emoção.
No início tive medo.
Essas águas nevoentas são duras invasoras.
Uma coisa tinham elas em mente: tomar-me como sua posse.
Águas estranhas a mim.
Expurgo-as...
Depuro-me...
Em águas claras e mansas banho-me.
Purificada estou... enfim.
E fim!
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