quinta-feira, 16 de outubro de 2025

 

Purificada

 

Águas abrumadas invadem minha alma.

Águas... miragens eternamente inconstantes...

Dores que se renovam de instante a instante.

 

 Águas enevoadas...

Abrasam atrozes dentro de mim.

Incendeiam cruéis o meu coração, destituídas são de qualquer ternura... de qualquer boa emoção.

 

No início tive medo.

 

Essas águas nevoentas são duras invasoras.

Uma coisa tinham elas em mente: tomar-me como sua posse.

 

Águas estranhas a mim.

Expurgo-as...

Depuro-me...

 

Em águas claras e mansas banho-me.

 

Purificada estou... enfim.

 

E fim!

 

 

 

 

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