Um peso morto
O
frio da madrugada gela meu corpo.
Inerte
estou à beira do mar...
Minha
mente a divagar...
Como
um barquinho perdido no mar.
Abandonada
emocionalmente
Tento
colocar minhas coisas no lugar...
No
meio de tanta bagunça louca... tenho a impressão de que vou ficar... louca...
Do
mar vem o conforto
Entro
devagar... o corpo mais frio começa a ficar...
Boio
mansamente nas águas salgadas do mar...
Deixo
a onda me levar...
A
boiar... a boiar...
O
sol nasce no horizonte.
O
calor de volta traz.
Volto
pra areia silenciosamente...
Minha
dor no fundo do mar...
Novo
dia.
Esperança.
Alegrias?
Deixará
meu caminho de ser torto?
Deixarei
eu de ser pro mundo um peso morto?
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