sábado, 4 de outubro de 2025

 

Labirintos da mente

 

Um eterno caminhar...

sem saber ao certo aonde irá chegar...

Caminhante dos becos sem saída,
nos labirintos da mente, se perde da vida.

Areia movediça, ilusões que afundam, corda bamba...
passos incertos, ecos que se confundem...

Triste ilusão de preenchimento de um maldito vazio...

No mar nunca chega o rio.

No jogo de sombras, dançam a desesperança e a agonia,
Um sol  que se esconde, faz-se criança... em incontáveis constantes mudanças...

Tenta disfarçar... mas se perde em suas andanças.

Em cada esquina um desafio, um enigma a deslacrar os medos...

segue, valente viajante no inseguro caminho do destino,
nos vazios da noite, forja com ferro fundido seu caminho.

Quem sabe nas sombras brilhe uma luz viva,

aponte uma seta a direção...
seja a areia movediça uma saída...

pras dores do coração.

Reforma, então os sentidos, transforma o perdido olhar...
Becos sem fim podem ensinar como a vida pode se transformar?

 

O jeito é continuar.

Lutar.

As armas que nas mãos tem usar.

E, um dia, ao acordar... sentir que conseguiu a si mesmo se encontrar.

Caminhos feitos de sonhos talvez lhe indique o universo.

E a vida, então, deixe de ser este eterno deserto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário