Labirintos da mente
Um eterno
caminhar...
sem saber
ao certo aonde irá chegar...
Caminhante
dos becos sem saída,
nos labirintos da mente, se perde da vida.
Areia
movediça, ilusões que afundam, corda bamba...
passos incertos, ecos que se confundem...
Triste ilusão
de preenchimento de um maldito vazio...
No mar
nunca chega o rio.
No jogo de sombras, dançam a desesperança e a agonia,
Um sol que se esconde, faz-se criança...
em incontáveis constantes mudanças...
Tenta disfarçar...
mas se perde em suas andanças.
Em cada
esquina um desafio, um enigma a deslacrar os medos...
segue,
valente viajante no inseguro caminho do destino,
nos vazios da noite, forja com ferro fundido seu caminho.
Quem sabe nas
sombras brilhe uma luz viva,
aponte uma
seta a direção...
seja a areia movediça uma saída...
pras dores
do coração.
Reforma, então os sentidos, transforma o perdido olhar...
Becos sem fim podem ensinar como a vida pode se transformar?
O jeito é
continuar.
Lutar.
As armas
que nas mãos tem usar.
E, um dia,
ao acordar... sentir que conseguiu a si mesmo se encontrar.
Caminhos feitos de sonhos talvez lhe indique o universo.
E a vida,
então, deixe de ser este eterno deserto.
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