quinta-feira, 2 de outubro de 2025

 

Reflexos silenciosos


No solhar silente do espelho,
perdido entre sombras e traços,
a dor se revela em suspiros,
num manto de sangues e laços.

Olhares que buscam respostas,
mas encontram apenas o vazio,
um eco distante do ser,
refletindo um mundo sombrio.

Sofrimento nas tramas do tempo,
marca indelével no coração...
Cada lágrima um lamento,
na dança da eterna solidão.

 

 

Nos sinais que a vida traça,
segredos dançam na mórbida brisa,
lágrimas escorrem por um rosto amargado,
histórias escondidas em cada ruga,
como um degredo sem fim.

Olhos que falam em silêncio,
carregam o peso do passado,
refletem a dor de amores perdidos...
Mas trazem também a esperança que resiste,
a luz que da sombra emerge enfim.

E assim seguimos, entre sorrisos e prantos,
descobrindo beleza nos fragmentos,
sinais de que, apesar do degredo,
ainda somos feitos de sonhos...
que renascem a cada novo amanhecer.

 

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